quinta-feira, 25 de agosto de 2011

os olhos

quando falta água, aquilo que verão...
quando o desejo é de miragem, até uma sombra é figura.
nas nuvens não se veem elefantes, aquilo que verão verão sem forma.

deus é uma luz indecente, mas os olhos não cansam.
procurando um pouco de veneno nas palavras, é aquilo que verão.



Ana Claudia Abrantes

2 comentários:

N. Barcelli disse...

Brilhante...
Querida Ana Cláudia, o teu poema é excelente.
Não sou crente, mas reconheço que é magnífica esta passagem: "deus é uma luz indecente, mas os olhos não cansam".
Amei esta tua indecência...
Beijos, querida amiga.

Fred Caju disse...

Veremos!