Tê,
...
Ãná
teano
teando
tanto,
meu amor
Ana Claudia Abrantes
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Palma da mão
O mundo inteiro cabe na palma da mão da vidente, que mente se diz que meu coração é forte. Na palma da mão da vidente todos os destinos se encontram: hipertextos cruzados de vozes cruzadas. Ouço as vozes todas que questionam o destino cujo mal e bem se escondem na dor de não saber: e o amor? e o que será de mim? e haverá dinheiro? e haverá gana? haverá cama? haverá lama, fama, chama, alma? haverá amor?
A palma da mão da vidente é onde os mares principiam, onde a vida recomeça em festa vã e-terna, e a morte espera calmamente a sorte do dia d de alguém. Como num ponto em que todas as linhas se superpõem e se constituem no norte da rosa dos ventos _ uma rosa de norte e sul, leste e oeste em S e no centro um grande O: SOS norteando para o infinito azul.
Depressão matutina, mas a manhã estava, diferentemente dos outros dias, dos meses que se seguiam frios, a manhã estava azul. É com a cor azul que recomeço essa história.
Continuo a escrever (agora menos)... e a viver. Mas sem saber o que há na palma da mão da vidente, ou sem conhecer as linhas do meu caminho; sem fazer diretamente as perguntas que me sufocam e sufocam a todos nós.
Eu nasci azul, de tão abafada...
A palma da mão da vidente é onde os mares principiam, onde a vida recomeça em festa vã e-terna, e a morte espera calmamente a sorte do dia d de alguém. Como num ponto em que todas as linhas se superpõem e se constituem no norte da rosa dos ventos _ uma rosa de norte e sul, leste e oeste em S e no centro um grande O: SOS norteando para o infinito azul.
Depressão matutina, mas a manhã estava, diferentemente dos outros dias, dos meses que se seguiam frios, a manhã estava azul. É com a cor azul que recomeço essa história.
Continuo a escrever (agora menos)... e a viver. Mas sem saber o que há na palma da mão da vidente, ou sem conhecer as linhas do meu caminho; sem fazer diretamente as perguntas que me sufocam e sufocam a todos nós.
Eu nasci azul, de tão abafada...
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Auto-conhecimento brevíssimo
orgulho:
eu morro, mas não rastejo.
proteção:
1)liberdade
2)ter para onde retornar
pertencer:
ter para onde retornar.
ter a quem acolher.
Ana Claudia Abrantes
29/08/08
eu morro, mas não rastejo.
proteção:
1)liberdade
2)ter para onde retornar
pertencer:
ter para onde retornar.
ter a quem acolher.
Ana Claudia Abrantes
29/08/08
terça-feira, 26 de agosto de 2008
moeda
prostituição é sexo-moeda.
qual o nome quando se quer carinho em troca?
qual o preço do teu amor, beija-flor (?), eu pago.
Ana Claudia Abrantes
qual o nome quando se quer carinho em troca?
qual o preço do teu amor, beija-flor (?), eu pago.
Ana Claudia Abrantes
Aceitação
Se eu disser à Carla que me apaixonei por um touro e vou parir um bezerro, ela dirá “Tudo bem, minha amiga, você sabe que eu te apóio”.
Se eu disser à Carla que vou ser professora de tarô na lua, ela dirá “Claro, claro, por que não?”
Se eu disser à Carla que a amo,
ela vai dizer que me ama também.
Ana Claudia Abrantes
08/08/2008
Para Carla com um dos tantos nomes para o amor.
Se eu disser à Carla que vou ser professora de tarô na lua, ela dirá “Claro, claro, por que não?”
Se eu disser à Carla que a amo,
ela vai dizer que me ama também.
Ana Claudia Abrantes
08/08/2008
Para Carla com um dos tantos nomes para o amor.
cobra-me/cubra-me
cobra-me
os beijos que eu te recusar
as palavras de amor que eu poupar
um rosto em lateral de recusa
toda a economia desperdiçada
cubra-me
de versos e de teus sentidos
Ana Claudia Abrantes
os beijos que eu te recusar
as palavras de amor que eu poupar
um rosto em lateral de recusa
toda a economia desperdiçada
cubra-me
de versos e de teus sentidos
Ana Claudia Abrantes
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
asas
eu adoro meus textos vestidos com os teus olhos
eu adoro teus olhos vestidos com teus olhos ternos
eu adoro teu rosto vestido com a tua barba
sem etiqueta, sem bons tons, sem arma.
eu adoro teus dedos desenhando minhas palavras
minha voz é tela que tu fazes plástica
minha forma amorfa vai criando as asas
de palavra-pássaro.
Ana Claudia Abrantes
Para Jacques, com carinho
eu adoro teus olhos vestidos com teus olhos ternos
eu adoro teu rosto vestido com a tua barba
sem etiqueta, sem bons tons, sem arma.
eu adoro teus dedos desenhando minhas palavras
minha voz é tela que tu fazes plástica
minha forma amorfa vai criando as asas
de palavra-pássaro.
Ana Claudia Abrantes
Para Jacques, com carinho
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